terça-feira, 13 de junho de 2017

Uma barata muito charmosa

Quando tento me lembrar da minha tenra infância, não tenho memórias claras de momentos de contação de histórias ou cantigas, sei que eles aconteciam, mas não me vêm à memória. Mas me recordo do meu tempo escolar.
Lembro-me da minha professora da segunda série, Tia Glória, (naquela época ainda era permitido tratar as professoras como tia), uma senhorinha, já no fim de sua carreira como professora e que gostava de contar histórias, minha favorita era a da Dona Baratinha, não sei porque gostava tanto de uma narrativa sobre uma barata que usava fita no cabelo e guardava o dinheiro em uma caixinha; porém, era a minha favorita. Gostava tanto que acabamos montando uma encenação para toda a escola, e eu, obviamente, fui a Dona Baratinha.
Alguns anos depois, já alfabetizada, comecei a ter acesso a livros literários, não me recordo qual foi o primeiro, mas me lembro que depois de ler “A hora da verdade, de Pedro Bandeira”, comecei a me interessar cada vez mais e busquei conhecer outras histórias.
Durante minhas férias escolares costumava viajar com minha família para a fazenda de minha avó materna, lá não havia energia elétrica por ser distante da cidade, eu aproveitava o silêncio para ler, devorava um livro após o outro, cheguei a ler sete livros em quinze dias. Essa era minha diversão.
Hoje continuo apaixonada por livros, confesso que leio menos que antes, mas sempre que posso busco algo novo para ler. Os livros me ensinaram a sonhar, a ver o mundo por outra perspectiva e essa é uma paixão que pretendo passar para futuras gerações.

Nayara Costa Araujo

2 comentários:

  1. Nossa! Assim você me motiva mais a ler. Como você diz: Não esperava isso de você. Kkkkkk.

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  2. Nayara, "a vida necessita de pausas", dizia Drummond. Foi muito importante esse tempo que você passou com sua avó, numa fazenda sem luz elétrica, para se dedicar à leitura. Espero que em meio a essa vida agitada, você não perca esse hábito tão prazeroso!

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