Quando
tento me lembrar da minha tenra infância, não tenho memórias claras de momentos
de contação de histórias ou cantigas, sei que eles aconteciam, mas não me vêm à
memória. Mas me recordo do meu tempo escolar.
Lembro-me
da minha professora da segunda série, Tia Glória, (naquela época ainda era
permitido tratar as professoras como tia), uma senhorinha, já no fim de sua
carreira como professora e que gostava de contar histórias, minha favorita era
a da Dona Baratinha, não sei porque gostava tanto de uma narrativa sobre uma
barata que usava fita no cabelo e guardava o dinheiro em uma caixinha; porém,
era a minha favorita. Gostava tanto que acabamos montando uma encenação para
toda a escola, e eu, obviamente, fui a Dona Baratinha.
Alguns
anos depois, já alfabetizada, comecei a ter acesso a livros literários, não me
recordo qual foi o primeiro, mas me lembro que depois de ler “A hora da
verdade, de Pedro Bandeira”, comecei a me interessar cada vez mais e busquei
conhecer outras histórias.
Durante
minhas férias escolares costumava viajar com minha família para a fazenda de
minha avó materna, lá não havia energia elétrica por ser distante da cidade, eu
aproveitava o silêncio para ler, devorava um livro após o outro, cheguei a ler
sete livros em quinze dias. Essa era minha diversão.
Hoje
continuo apaixonada por livros, confesso que leio menos que antes, mas sempre
que posso busco algo novo para ler. Os livros me ensinaram a sonhar, a ver o
mundo por outra perspectiva e essa é uma paixão que pretendo passar para
futuras gerações.
Nayara Costa Araujo

Nossa! Assim você me motiva mais a ler. Como você diz: Não esperava isso de você. Kkkkkk.
ResponderExcluirNayara, "a vida necessita de pausas", dizia Drummond. Foi muito importante esse tempo que você passou com sua avó, numa fazenda sem luz elétrica, para se dedicar à leitura. Espero que em meio a essa vida agitada, você não perca esse hábito tão prazeroso!
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