sexta-feira, 9 de junho de 2017

O MUNDO DA IMAGINAÇÃO

Lembro-me de chegar em casa ansiosa para começar a produzir as fábulas que a professora Andréia passara como atividade para entregar na próxima aula. Chegava em casa nem trocava de roupa, colocava meu caderno em cima do balcão da cozinha, sentava no banco, e um mundo novo começava a se despir para mim, permitindo que eu o conhecesse de forma íntima, o mundo da imaginação.
Ao terminar de criar as minhas fábulas eu corria para apresentá-las para minha mãe, toda contente e orgulhosa com o meu trabalho, e mal conseguia esperar para ver qual seria a anotação da professora no meu caderno no próximo dia. No caminho que eu percorria para chegar à escola, eu via e recolhia algumas flores e ao encontrar minha professora eu a presenteava com a flor e dizia alegremente: “Bom dia, flor do dia”, e ela respondia a mesma coisa, me dando um abraço apertado e um sorriso largo que lembro-me até hoje.
Ao voltar para casa toda contente, a primeira coisa que fazia era abrir o caderno e ver o que a professora tinha anotado, quando via que a anotação era um: “PARABÉNS”, bem grande, eu ficava muito alegre, e minha mãe sempre me elogiava e me incentivava a melhorar cada vez mais. A partir das fábulas minha relação com a leitura foi frequente, chegamos ao final do ano, colamos grau e veio a temida despedida da professora, queria ser sua aluna para sempre, mas levei comigo o que ela me ensinou, ler e produzir foi um presente que ela me deu em forma de ensinamento, retribuo em forma de amor e saudades da minha professora Andréia.

Raissa Camargo Vilhena Pereira

Um comentário: