Lembro-me de chegar
em casa ansiosa para começar a produzir as fábulas que a professora Andréia
passara como atividade para entregar na próxima aula. Chegava em casa nem
trocava de roupa, colocava meu caderno em cima do balcão da cozinha, sentava no
banco, e um mundo novo começava a se despir para mim, permitindo que eu o
conhecesse de forma íntima, o mundo da imaginação.
Ao terminar de
criar as minhas fábulas eu corria para apresentá-las para minha mãe, toda
contente e orgulhosa com o meu trabalho, e mal conseguia esperar para ver qual
seria a anotação da professora no meu caderno no próximo dia. No caminho que eu
percorria para chegar à escola, eu via e recolhia algumas flores e ao encontrar
minha professora eu a presenteava com a flor e dizia alegremente: “Bom dia,
flor do dia”, e ela respondia a mesma coisa, me dando um abraço apertado e um
sorriso largo que lembro-me até hoje.
Ao voltar para casa
toda contente, a primeira coisa que fazia era abrir o caderno e ver o que a
professora tinha anotado, quando via que a anotação era um: “PARABÉNS”, bem
grande, eu ficava muito alegre, e minha mãe sempre me elogiava e me incentivava
a melhorar cada vez mais. A partir das fábulas minha relação com a leitura foi
frequente, chegamos ao final do ano, colamos grau e veio a temida despedida da
professora, queria ser sua aluna para sempre, mas levei comigo o que ela me
ensinou, ler e produzir foi um presente que ela me deu em forma de ensinamento,
retribuo em forma de amor e saudades da minha professora Andréia.
Raissa Camargo Vilhena Pereira

Este texto tem gostinho de saudades!
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