
No ano de 2004, eu completava meus 6
anos de idade, foi quando eu aprendi a ler. Lembro-me de minha querida
professora que se chama Suely, uma pessoa calma, observadora, que amava seu
trabalho, tinha paciência de ensinar tudo o que sabia para seus alunos.
Eu gostava muito de ler gibis porque
vinham recheados de ilustrações, admirava os super-heróis, pois quando lia, me
imaginava naquela situação onde eu salvaria todos que corriam perigo.
Quando eu e minha família viajávamos
para casa da vovó, eu apreciava muito aquele momento, apesar do avô contar
histórias terríveis que dizia já ter acontecido com ele. Como eu assustava com
uma da qual me lembro até hoje, a história do “pai do mato”. Meu avô dizia que
era um homem horrível, cabeludo que vivia no mato. Este conto ficará sempre em
minhas lembranças.
Ah, meu tempo de infância! Lembro-me
de escrever cartinhas para mamãe e enfeita-las de corações vermelhos que ali os
desenhava e coloria cheios de amor.
Ficará em minha lembrança como marca
de saudade, aquela vontade de seguir as histórias de super-heróis e vencer
sempre a batalha da vida.
Júllia G. Vaz

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