sexta-feira, 9 de junho de 2017

Vovós e meu encontro com a literatura



Lembro-me de quando a minha mãe teria que chegar tarde do trabalho, e então a minha avó cantava canções de ninar para eu dormir, me lembro de como era bom ouvi-la cantar, o aconchego que a voz dela me trazia. Às vezes ela esquecia as letras das músicas e inventava as suas próprias canções; que, para mim, eram as melhores. E me lembro também que foi essa mesma avó que me ensinou a ler, mesmo antes da escola, e que também me ajudava sempre que podia nas minhas atividades escolares.
Agora recordo-me de quando a minha outra avó costumava me contar histórias, na sua antiga casa em Pires do Rio, aquela casa aconchegante, com cheiro de doces, com o corredor enorme que me levava para a sala de livros, e de pisos gelados demais para se andar descalço. Como uma boa professora, a minha avó sempre foi obcecada por livros, tentava me incentivar a ouvir e entender as histórias, sempre lia para mim, e o que eu mais gostava eram as nossas tardes de histórias, as tardes que ela dedicava somente para me contá-las. Ela se sentava na cadeira e eu me sentava no sofá, cheia de vontade de ouvi-la contar e ao mesmo tempo encenar aquelas histórias. E quase sempre eu ganhava alguns doces e bolachas para acompanhar. Foi essa mesma avó que me deu o meu primeiro livro; “O pequeno príncipe”.

Então, sendo assim, sei que tenho as melhores avós do mundo, e que tenho muita sorte de tê-las perto de mim, me auxiliando e ensinando sempre que podem. Sem contar os doces e biscoitos maravilhosos que elas sabem fazer, são tão saborosos quanto as histórias sempre cheias de vida!


Julia Figueiredo




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